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Queijo colonial artesanal de Guaraciaba preserva memória de família no extremo-oeste de Santa Catarina

Família Sítio Balbinot
Família Sítio Balbinot

Algumas histórias de queijo começam em uma queijaria.

Outras começam na cozinha da avó.


A história do Sítio Balbinot, em Guaraciaba, no extremo-oeste de Santa Catarina, começou assim. Aline ainda era criança quando subia em uma caixa de lenha para alcançar o tacho enquanto sua Nona Irma fazia queijo.


Na mão, uma escumadeira. Na memória, um saber que atravessaria gerações.

Hoje, esse gesto simples se transformou em uma queijaria familiar que produz queijos coloniais artesanais, mantendo viva uma tradição que nasceu dentro da própria casa.


A produção de queijo sempre fez parte da vida da família Balbinot.


Desde que Aline nasceu, o queijo já era produzido para consumo da família e também para venda. Mas a origem dessa história vem de antes.


A Nona Irma, avó de Aline, começou a produzir queijo para garantir o sustento da família. Depois de perder o marido, sustentou quatro filhos vendendo queijo artesanal.

Foi assim que o queijo deixou de ser apenas alimento e se tornou sobrevivência.


Com o tempo, os pais de Aline perceberam que aquele saber tinha valor e decidiram dar um passo importante: formalizar a produção.


A queijaria foi construída e o Sítio Balbinot passou a operar oficialmente em 2016.


Em 2021, Aline e seu companheiro Uilian assumiram a gestão da queijaria e transformaram o projeto no principal sustento da família.


O Sítio Balbinot fica em Guaraciaba, no extremo-oeste de Santa Catarina, uma região de paisagens marcantes.


A propriedade parece uma montanha, cercada por morros e com uma vista ampla da paisagem rural.


O clima é intenso.


No verão, as temperaturas podem chegar a 30 graus.No inverno, o termômetro chega a zero.


Essas variações influenciam diretamente a produção.


A alimentação das vacas muda conforme a pastagem disponível, o que altera o perfil do leite. Isso impacta aroma, sabor, composição e até a cor do leite, influenciando diretamente o queijo.


O clima também interfere na fermentação, na umidade das câmaras de maturação e até no microbioma da propriedade, que influencia os microrganismos presentes nos queijos.


No Sítio Balbinot, dois pilares sustentam a produção:

qualidade do leitetempo correto em cada etapa.


A produção exige controle rigoroso de higienização, fermentação e maturação.


Hoje a queijaria produz diferentes versões de queijo colonial artesanal.

Entre eles:

• colonial campeiro tradicional• colonial com orégano• colonial com cebola, salsa e alho• colonial ao vinho


Além disso, também produzem queijos de leite cru, como o Xodó e o Nona Irma, homenagem à avó que iniciou toda a tradição.


Cada queijo carrega características sensoriais únicas, resultado da combinação entre território, leite e técnica.


O maior desafio enfrentado pela família foi a regularização da produção.


Foram seis anos de jornada para conseguir o registro no sistema de inspeção, processo necessário para comercializar o queijo legalmente.


Durante esse período, a produção existia, mas não era reconhecida oficialmente.


Essa luta marcou profundamente a história da queijaria e reforçou a importância de valorizar quem produz alimento de forma artesanal.


Para Aline, o queijo artesanal vai além de um produto.

Ele carrega história.

Carrega memória.

E carrega identidade.


Quando alguém prova um queijo do Sítio Balbinot, a expectativa é que sinta algo familiar. Algo que remeta à infância.


Ao sabor simples e verdadeiro da comida feita na casa da avó.


Histórias como a do Sítio Balbinot mostram que o queijo artesanal brasileiro é feito de muito mais do que leite.


Ele é feito de território, tradição e perseverança.


Na Confraria aoqueijo, cada queijo selecionado carrega exatamente isso: o tempo, o lugar e as pessoas que decidiram produzi-lo.


Ao participar da Confraria, você não recebe apenas queijo.


Você ajuda a preservar histórias como essa.


Se você valoriza o queijo, valorize também quem decidiu transformar memória em alimento.


Faça parte da Confraria Aoqueijo.

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