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Queijo Sô Tôni: a história de Nonato Santa Rita e o queijo que atravessou gerações

Nonato Santa Rita
Nonato Santa Rita

Algumas histórias de queijo começam no laticínio. Outras começam na infância.


Muito antes de existir o queijo Sô Tôni, existia um menino correndo pelos campos às margens do Rio Turvo, em Sabinópolis, Minas Gerais. Entre pescarias, cavalgadas e dias de roça, havia um lugar que guardava um cheiro impossível de esquecer.


O quarto do queijo.


Ali, nas prateleiras de madeira, descansavam os queijos que seu pai produzia. Décadas depois, aquele cheiro ainda guiaria o caminho de Nonato Santa Rita de volta às suas origens.


História do produtor

Nonato nasceu na Fazenda Gongo, no município de Sabinópolis, em Minas Gerais.


Sua infância foi marcada pela vida típica da roça: cuidar do gado, nadar no rio, pescar e acompanhar o trabalho da família no campo. Mas havia um momento que sempre se destacava na memória.


O dia de levar os queijos para a cidade.


Sô Toní. In memoriam.
Sô Toní. In memoriam.

Seu pai, Antônio Santa Rita — conhecido como Sô Tôni — produzia queijo artesanal e transportava as peças em caixotes de madeira sobre o lombo de burros. Era um ritual que começava ainda de madrugada.

Nonato ajudava a preparar a carga e acompanhava o pai nessa jornada.

Foi ali que começou sua relação com o queijo.


Território

A história do queijo Sô Tôni nasce na região de Sabinópolis, em Minas Gerais, território tradicional da produção de queijo artesanal.


As fazendas da região convivem com rios, pastagens naturais e um clima que favorece a produção de leite e queijo há gerações.


Mais tarde, essa tradição continuaria em Paulistas (MG), onde a família adquiriu a Fazenda Sobrado.


Ali o queijo passou a ser produzido com o mesmo espírito das antigas produções artesanais: simplicidade, cuidado e respeito ao tempo.


Técnica

Nos primeiros tempos, o queijo não tinha nome nem marca.


Era simplesmente queijo.


Produzido com leite de vacas mestiças alimentadas com capim meloso, os queijos eram curados em prateleiras de madeira em um quarto simples da fazenda.


O ambiente tinha chão batido e frestas entre as tábuas permitiam a entrada de raios de sol.


Essas condições criavam o ambiente ideal para a cura natural do queijo.


Era uma produção feita com as próprias mãos e baseada em conhecimento transmitido entre gerações.


Desafios

A vida de Nonato tomou outros caminhos.


Ainda jovem, ele deixou a roça para estudar na cidade. Primeiro em escolas rurais da região e depois em São Paulo, onde construiu carreira como empresário por mais de trinta anos.


Apesar da distância, o vínculo com a terra nunca desapareceu.


O desejo de retornar ao campo e manter viva a tradição da família permaneceu presente.


Esse retorno começou a tomar forma em 1994, quando Nonato adquiriu a Fazenda Sobrado, no município de Paulistas.


Identidade do queijo

Foi ali que o queijo ganhou identidade.


O produto que antes era apenas “queijo da fazenda” passou a carregar o nome que homenageia seu pai.


Queijo Sô Tôni.


A homenagem reconhece o homem que ensinou o ofício e transmitiu o saber queijeiro à família.


Mais do que um produto, o queijo representa a continuidade de uma história.


Uma tradição que atravessou gerações e voltou para a fazenda onde tudo começou.


Um queijo que perpetua memória

Hoje, cada peça do queijo Sô Tôni carrega mais do que sabor.


Carrega memória.


O cheiro do quarto do queijo. As madrugadas carregando caixotes.O aprendizado transmitido de pai para filho.


Histórias como essa fazem parte da identidade do queijo artesanal brasileiro.


Valorizar o queijo é valorizar quem o produz

Quando você prova um queijo artesanal, você também prova uma história.


Na Confraria aoqueijo, cada queijo selecionado carrega exatamente isso: o território, o tempo e a vida de quem o produziu.


Se você valoriza o queijo, valorize também quem está por trás dele.


Faça parte da Confraria aoqueijo.

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